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CAKEWALK SONAR 7

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Matéria escrita por Daniel
Farjoun para a revista
Backstage de Novembro
de 2007.
Olá Pessoal,
É com imenso prazer que
acompanho o lançamento de
mais uma versão do Sonar
como colunista da revista
Backstage. Agora na versão
7, a Cakewalk implementou no
Sonar uma série de melhorias
que agradarão desde os
iniciantes até os mais
exigentes profissionais do
mercado. Nesta edição
veremos as novidades do
Sonar 7 e nas próximas,
veremos em detalhes cada um
dos novos recursos.
Em um
primeiro momento, posso
dizer que a primeira mudança
pode ser percebida a olhares
distantes. A nova versão
traz um novo visual para o
programa, que agora conta
com ícones de
fundo escuro. Mas não se
assuste, pouca coisa mudou.
Na verdade, os ícones dos
botões antigos continuam os
mesmos (só que com fundo
escuro) e ganhamos agora
mais botões com novas
funções.
Para os que não possuem
muita habilidade para, por
exemplo, programar aquela
bateria eletrônica perfeita,
eis que a nova versão trás o
Step Sequencer.
O Step sequencer, como o
próprio nome sugere, é um
sequenciador passo a passo.
Nele, você pode inserir, por
exemplo, cada peça da
bateria de forma
extremamente fácil e
visualmente interessante,
como nos famosas baterias
eletrônicas ou em softwares
como o reason. Só que o step
sequencer vai ainda além do
que outras empresas já
fizeram.
Você pode usar o step
sequencer junto com o Drum
Mapping para ampliar seu
arsenal sonoro usando sons
de vários samplers de dentro
de um único step sequencer.
Por exemplo: Usar o Bumbo do
TTS-1, com a caixa do
Ezdrummer e o hi-hat de uma
soundfont qualquer, através
do SFZ. Tudo isto dentro de
um único step sequencer, sem
a necessidade de se separar
as peças da bateria depois.
Você pode também trabalhar
com automações de controles
via midi; alterar velocities
de todos os bumbos de uma
vez, por exemplo; usar a
ferramenta "Fit Pattern to
Quarters" para fazer
determinada sequência se
encaixar na quantidade de
"quarters" (semínimas) que
você estipular; assim como
permitir o uso de compassos
2/4, 3/4, 4/4 ou quaisquer
outros de seu interesse.
Assim como o step sequencer
veio para inovar no que diz
respeito a criação e edição
de midi, muitas outras
ferramentas e recursos
visuais vieram para somar
neste cenário, como por
exemplo:
1) Para facilitar a
visualização da intensidade
do toque (velocity) das
notas midi, além da
tradicional barra vertical
do velocity, agora as notas
são coloridas de acordo com
sua intensidade.
2) Microscope Mode é
o nome do novo recurso para
edição de notas midi quando
a visualização das notas
está muito pequena. Para que
não seja necessário dar zoom
para fazer a edição do midi,
basta deixar ativado o
microscope mode que, ao
chegar com o mouse perto de
uma nota midi, uma espécie
de lupa aparece aumentando o
tamanho original da nota,
permitindo sua edição sem a
necessidade de aplicação de
zoom.
3) Assim como as
pistas de áudio possuem um
medidor de volume (audio
meter), as pistas de midi
agora também possuem o seu
medidor. O topo do medidor
se acende indicando que há
informação midi sendo lida
(seja nota, controle, bend,
etc) e a barra se move
quando a informação lida é
de comando de nota (note),
variando de altura de acordo
com o velocity de cada nota.
4) Ainda no modo do
piano roll, novas funções de
edição midi foram
implementadas. Agora você
pode dividir notas midi
(clicando na roda do mouse -
mouse wheel); unir notas
midi (clicando na roda do
mouse junto com a tecla ALT
do teclado e arrastando até
a nota que você deseja
unir); mutar eventos midi
(clicando na roda do mouse
com o SHIFT apertado e
passando o ponteiro do mouse
em cima das notas
desejadas); quantizar as
notas midi com o arrastar do
mouse (fazendo o mesmo
procedimento anterior só que
com a tecla CTRL apertada)
5) Uma nova forma de
visualização dos parâmetros
midi agora presente no
piano-roll chama-se
"Multiple Controller Lane".
Agora é possível visualizar
as informações como
velocity, modulation, pitch
bend e CCs em várias linhas
horizontais separadas. Você
pode inclusive copiar e
mover controles de uma linha
para outra, por exemplo.
6) O v-vocal agora
está na versão 1.5. Ganhou
novas cores de fundo mas o
mais importante, uma nova
ferramenta chamada "pitch to
midi". Agora é possível
converter uma linha vocal
(por exemplo) para midi e
depois você usar um
instrumento virtual para
somar com a voz original. Ou
mesmo usar o midi para
registro da melodia vocal.
INSERTS DE HARDWARES
EXTERNOS
Agora o Sonar permite os
usuários apaixonados por
hardwares usarem seus
equipamentos como se fossem
plug-ins de dentro do Sonar.
Basta clicar com o botão
direito do mouse no campo FX
de qualquer pista ou bus e
escolher a opção "external
insert".
Após ter escolhida as
entradas e saídas a serem
usadas para processamento do
sinal, o Sonar faz uma
medição e compensação
automática do delay do
sinal.
Agora você pode usar seu pré
ou seu reverber predileto
como se fosse um plug-in,
usufruindo de todos os
recursos, como por exemplo:
Bounce, export e freeze.
Você pode "freezar" as
pistas para ter o sinal
processado por determinado
hardware e não mais depender
dele ligado cada vez que for
abrir o arquivo do Sonar.
Ideal principalmente quando
você for levar o projeto de
um estúdio para outro, que
não necessariamente terá o
mesmo hardware que você.
É bom lembrar que o Sonar
também oferece botão de
inversão de fase assim como
automação do ganho de
mandada (send) e entrada
(return) com variação de 24
dB para mais ou para menos.
Todos os parâmetros podem
ser salvos em presets para
uso posterior em outros
projetos.
MELHORIAS DE MIXAGEM E
GRAVAÇÃO
-
Está muito mais fácil e
rápido agora configurar
as saídas e entradas das
pistas e buses. Está
mais fácil criar agora
pistas que são
automaticamente
endereçadas cada uma
para uma saída
diferente, em série;
configurar as pistas
selecionadas para terem
todas as mesmas entradas
ou saídas e escolher a
saída de vários buses
para um mesmo bus
principal (main).
-
No Console View (mesa
virtual do Sonar), agora
é possível clonar as
configurações dos
equalizadores
individuais das pistas.
Basta apertar a tecla
CTRL de seu teclado,
clicar com o botão
direito do mouse em cima
do gráfico do
equalizador, arrastar o
mouse para a pista
desejada e em cima do
campo do equalizador,
soltar o botão do mouse.
-
Dim Solo Mode é o nome
do novo Solo do Sonar.
Quando habilitamos o Dim
Solo, toda a vez que
solamos uma pista, ao
invés das outras pistas
ficarem mudas (sem som),
elas irão abaixar de
volume. Você pode
configurar para elas
abaixarem de volume de
acordo com três opções:
-6, -12 ou -18 dB.
-
Aos amigos entusiastas
que gostam de gravar
projetos grandes (como
por exemplo, shows ao
vivo), agora é possível
gravar projetos grandes
com suporte a arquivos
maiores que 2GB, com o
formato de arquivo Sony
Wave-64. O Sonar também
traz melhorias para
gravação simultânea de
projetos de altíssima
qualidade sonora.
Segundo a própria
cakewalk em testes com
uma versão
pré-lançamento, foi
feita uma gravação de 48
pistas simultâneas com
qualidade de áudio de
24bits e 192 kHz.
Reparem para o detalhe:
48 pistas sendo gravadas
ao mesmo tempo!
SIDECHAINING INTERNO
Demorou mas chegou! Há muito
tempo os usuários mais
avançados esperavam por esta
implementação.
Imagine a seguinte situação:
Você tem uma pista com uma
guitarra distorcida e nela,
você aplica um gate. Aí você
pode estar se perguntando,
porque um gate nesta pista,
certo?
Agora imagine uma segunda
pista, com o som de um
hi-hat. Se usarmos o
sidechaining do Sonar,
podemos mandar o sinal do
hi-hat ativar o gate que
está na pista da guitarra.
Isto quer dizer que o gate
não funcionará em função do
sinal da guitarra, mas sim
do Hi-hat. Os efeitos
conseguidos com este recurso
são bastante extensos e
podem fazer toda a
diferença. Para você ter uma
idéia, o "ducking" é um tipo
de sidechaining usado em
rádios, onde quando o
locutor fala o volume da
música abaixa
automaticamente. É a mesma
situação que citada acima.
Quando a voz entra (no nosso
exemplo é o hi-hat), a base
abaixa de volume (o gate
entra em ação e diminui o
sinal da guitarra).
Para isto, é preciso ter um
plug-in que permita o
sidechaining. Na versão 7 o
Sonar vem com o Compressor e
Gate da Sonitus, assim como
o Vintage Channel VC-64, já
prontos para funcionar com
sidechaining. A cakewalk
recomenda também os plug-ins
da Voxengo e
Sonalksis para uso do
sidechaining.
Seguindo nosso exemplo
anterior:
Após inserir um destes
efeitos na pista da
guitarra, insira uma mandada
de efeito na pista do hi-hat
e escolha a opção de entrada
no plug-in escolhido. Se
você não quiser ouvir o som
do hi-hat, pode escolher a
entrada do sinal no plug-in
diretamente do output da
pista. Veremos como usar o
sidechaining e muitas dicas
de uso em uma próxima
edição.
E MAIS...
-
O Sonar 7 traz 4 novos
instrumentos virtuais
com um total de mais de
1000 timbres em 1 GB de
samples.
São eles Z3ta+ 1.5,
Dimension LE (que inclui
o Garritan Pocket
Orchestra), Rapture LE e
DropZone.
-
São 3 novos plug-ins que
"fazem a diferença"! São
eles: Boost 11
(limiter/maximizer),
LP64 EQ (equalizador
extremamente cristalino,
que não causa alteração
de fase, ideal para
masterização) e LP64
MULTIBAND (Compressor
multibanda com o mesmo
princípio "linear phase"
do equalizador). Os dois
últimos garantem um
processamento que
elimina as distorções de
fase comuns nos
equalizadores
paramétricos, como
coloração, cancelamentos
e comb filtering.
Trabalham em 64 bits com
arquivos até 192 kHz de
resolução.
-
Agora é possível
importar áudio de CD
diretamente de dentro do
Sonar, através da opção
File / Import / Audio
CD...
-
Também é possível
gravar CD
diretamente de dentro do
Sonar, embora não seja
recomendado ainda para
gravações profissionais
(para mandar para
prensagem). Para
quaisquer outras
aplicações, o gravador
interno funciona muito
bem, embora acredite que
a maioria dos usuários
já tenha se adaptado a
usar outros programas
(como o Nero) para
gravar seus CDs. O
motivo pelo qual não se
deve usar o "Audio CD
Burner" do Sonar é que
ele faz a gravação no
modo "track at once"
(uma faixa de cada vez),
enquanto que o
recomendado para
prensagem é o "disc at
once" (o disco todo
direto, sem desligar o
laser entre uma faixa e
outra). Talvez para as
próximas versões do
Sonar este "problema"
seja resolvido, embora
não faça muita diferença
para a grande maioria
dos usuários. É fácil e
rápido de mexer. A opção
encontra-se no menu
Tools / Burn Audio CD...
-
A compatibilidade de
importação e exportação
de arquivos de áudio é
ainda maior nesta
versão. É possível
importar/exportar
arquivos formato Sony
Wave-64, AIF, CAF, FLAC
e SD2 (Sound Designer
II), por exemplo. Também
é possível importar
arquivos de áudio e de
midi com o clique do
botão direito do mouse
na track view.
-
O File Recovery Mode
(antigo Safe Mode que
surgiu na versão 5) está
ainda mais eficiente.
Agora existe um
mecanismo ainda mais
"agressivo" de
recuperação de dados
para quando um arquivo
de projeto é encontrado
danificado ou
corrompido. É bom
lembrar que o File
Recovery mode não é um
substituto do famoso e
bom backup, mas pode ser
capaz de abrir projetos
corrompidos com uma
perda bem pequena das
informações, preservando
ao máximo seus dados.
Configurações recomendadas:
Sistema
operacional: Windows
XP/Vista (32 ou 64-bit).
Também roda no Mac OS X com
Boot Camp
Processador:
Intel® Pentium® 4 2.8 GHz
[EM64T], AMD Athlon™ 64
2800+ ou superior
Memória: 1 GB ou mais de Ram
Resolução de vídeo:
1280x960, 24-bit color ou
superior
HDs: EIDE/Ultra DMA (7200
RPM) or SATA
Espaço no HD:
6GB
Placa de áudio: Compatível
com WDM ou ASIO
É bom lembrar que estas
configurações são as
recomendadas e não as
mínimas para o funcionamento
do software. Lembre-se que o
Sonar também não suporta
(oficialmente) o Windows 95,
98, ME, NT, 2000 ou XP x64.
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